Hello, Hello!
Chegamos ao quarto e último capítulo da série Desvendando o Venture Capital.
(tempo de leitura do e-mail: 3 a 4 minutos)
Ao longo dos capítulos anteriores, falamos sobre onde a criação de valor tende a se concentrar na indústria, como a estrutura institucional moldou o venture capital nas últimas décadas e por que construir exposição à classe de ativos exige uma leitura integrada entre geografias, ciclos tecnológicos, dinâmica de capital e perfil dos gestores. No capítulo anterior, compartilhei também parte da minha trajetória na indústria e como, ao observar os movimentos recentes do mercado e as lacunas nos portfólios de muitas famílias brasileiras, comecei a estruturar a visão que deu origem à NIDO. ![]()
Com o aprofundamento dessas conversas, percebemos que venture capital envolve muito mais do que acesso às oportunidades. As famílias buscavam proximidade, acompanhamento e contexto para compreender como os ciclos tecnológicos evoluem, como os portfólios amadurecem ao longo do tempo e por que determinados movimentos acontecem dentro de uma classe de ativos estruturalmente não linear. ![]()
A NIDO nasceu dessa percepção e quis ir além do que tradicionalmente vimos no mercado. Uma gestora construída para conectar investidores brasileiros a alguns dos ecossistemas de inovação mais densos do mundo, trazendo contexto onde havia distância e construindo patrimônio com horizonte de longo prazo. ![]()
Ao longo dos últimos anos, comecei a aprofundar relações com gestores emergentes que operam exatamente nas fronteiras onde parte relevante da criação de valor tende a ser construída nas próximas décadas. Gestores conectados às comunidades de inteligência artificial do Vale do Silício, especializados em deep tech, computação quântica e infraestrutura tecnológica, além de estruturas quantitativas capazes de identificar startups ainda muito cedo em seus ciclos de formação. ![]()
O que mais começou a chamar minha atenção, no entanto, foi a densidade dos ecossistemas nos quais esses gestores estavam inseridos. Universidades, pesquisadores, founders, operadores, investidores e grandes empresas funcionando de maneira interdependente, acelerando o aprendizado, a circulação do conhecimento e a capacidade de execução. Ambientes em que a inovação deixa de acontecer isoladamente e passa a surgir da interação contínua entre diferentes agentes. ![]()
Foi dessa lógica que nasceu o Platypus. ![]()
O nome do nosso primeiro fundo vem do ornitorrinco, um animal improvável, formado por elementos que pareciam incompatíveis entre si, mas que, juntos, criaram uma estrutura resiliente e única. O Platypus segue exatamente esse princípio, organizando exposição entre geografias, gestores, ciclos tecnológicos, fundos emergentes e investimento direto dentro de uma arquitetura integrada de aprendizado, acesso e estruturação patrimonial. ![]()
Talvez seja justamente isso que mais me fascine ao longo dessas décadas na indústria. A percepção de que as transformações mais relevantes raramente acontecem isoladamente. Elas surgem quando todos os componentes de uma equação passam a operar em rede, criando ecossistemas vivos capazes de atrair, conectar e sustentar novas possibilidades de criação de valor ao longo do tempo. ![]()
E outra reflexão importante que tive ao longo dessa jornada foi entender a importância de inserir as famílias nesta rede. A participação ativa, especialmente em VC, faz toda a diferença. Por isso, parte central do que fazemos na NIDO é manter as famílias próximas a essas conversas, acompanhando o desenvolvimento das tecnologias em que investimos, participando das discussões que moldam o futuro e construindo repertório junto às diferentes gerações que compõem cada grupo familiar. ![]()
Chegamos ao final da série, mas nunca da conversa. Para quem quiser reler os capítulos anteriores, seguem aqui abaixo: ![]()
Capítulo 1
• Onde a criação de valor realmente acontece em venture capital
Capítulo 2
• O que venture capital significa para o investidor brasileiro
Capítulo 3
• Todas as jornadas que levaram a NIDO